Politica

Carletto nega conversas com Neto, mas admite articulação envolvendo Pros e PR

O deputado federal Ronaldo Carletto (PR) negou que esteja em conversas com o prefeito ACM Neto (DEM) para obter, no grupo político dele, uma vaga ao Senado na chapa majoritária da possível candidatura do democrata ao governo estadual. No entanto, admitiu que articula o fortalecimento do Pros na Bahia para se cacifar na disputa pelo espaço, seja na majoritária de Neto ou na do governador Rui Costa (PT), a quem apoia atualmente (entenda aqui e aqui).

Questionado pelo Bahia Notícias se foi procurado por interlocutores do prefeito de Salvador para negociar o rompimento com o petista e apoio ao grupo político dele no pleito de outubro, o parlamentar disse que o assunto não chegou nem a ser ventilado. “Hoje, estamos aliados de um grupo político. A gente não pode adiantar qualquer outra coisa sem antes passar pelo governador”, afirmou.

De acordo com informações que circulam entre quem acompanha de perto tanto as articulações conduzidas por Neto quanto por Carletto, o democrata quer atrai-lo para o seu grupo pensando no espólio eleitoral que o deputado está construindo. Se de um lado ele viabilizou o Pros na Bahia, levando para a sigla três deputados estaduais, por outro tenta dar mais musculatura ao PR.

Caso consiga selar a mudança partidária, levaria para os republicanos um outro grupo de deputados estaduais e federais. Com isso, Carletto poderia se tornar um aliado de peso no pleito. Já quanto ao deputado, esta operação é uma forma de barganha: o baiano fica com quem der a ele vaga para o Senado na majoritária. “O Pros vai ter candidato a deputado estadual e federal, tem muita gente já filiada. É um diretório, não é mais provisório. Estamos filiando muita gente ao partido”, explicou o deputado, que tem o chefe de gabinete Vivaldo Reis como presidente do partido na Bahia.

Essa relação pessoal, segundo Carletto, “fala por si” sobre as pretensões dele com a sigla. O deputado, no entanto, negou que condicione a entrada no PR à indicação do seu nome, pela legenda, à vaga para o Senado. “Política é a arte da conversa. Se eu estivesse me adiantando, estaria cometendo um erro”, refutou. Ele ainda disse concordar com a declaração do governador Rui Costa de que, “efetivamente”, PP e PSD estariam na sua majoritária por causa da estrutura partidária das agremiações. No entanto, deu um recado sobre as articulações com vistas à montagem da chapa. “Tanto como PP quanto PSD têm possibilidade de ficar na chapa. São aliados de primeira hora do governador. Mas, em política, vale o quanto se pesa. Na hora H, se tiver farinha no saco, se outros partidos estiverem em melhores condições, eles podem levar”, avaliou.

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