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Colheita mecanizada de café cresce no extremo sul

O encarecimento do emprego de mão de obra braçal nas lavouras e a própria falta de trabalhadores induzem os cafeicultores à busca de alternativas para baratear a colheita de café, que representa 60% dos custos da atividade. Por isto a mecanização da colheita cefeeira chegou no extremo sul há quatro anos e tem crescido.

A atual dinâmica de mercado não permite que cafeicultores ignorem os mais recentes avanços tecnológicos no manejo da lavoura cafeeira. A busca do cafeicultor moderno é pela produção de cafés de qualidade com os menores custos possíveis. Outra forte demanda dos compradores internacionais é pela produção sustentável. Porém, para manter a sustentabilidade social e ambiental, o cafeicultor sabe que deve buscar a sustentabilidade econômica em sua produção.

O crescimento da área plantada de café na região e a concorrência com outros segmentos da economia, como a construção civil, tem tornado cada vez mais escassa – e cara – a mão de obra disponível para a colheita. Com isso, produtores têm recorrido à mecanização por meio de aquisição ou do aluguel de máquinas. De acordo com o gerente da fazenda Luciana em Monte Pascoal, em Itabela, os custos da colheita com a mecanização caíram pela metade com a poda sendo feita conjuntamente.

No início da produção cafeeira de Conilon, no norte do Espírito Santo e Sul da Bahia, havia a disponibilidade de mão de obra abundante, fazendo com que a colheita do café fosse feita de forma relativamente barata. Atualmente, porém, a falta de mão de obra se tornou um gargalo para essa cultura.

Inovações tecnológicas se tornaram imprescindíveis, como o advento de máquinas colheitadeiras que reduzem a dependência de mão de obra na colheita do café. E não há como negar, que as recolhedoras, ou as máquinas de colher café, como são chamadas no campo, estão aí para ficar. São elas que irão garantir a sustentabilidade no negócio de café Conilon.

O equipamento que é acoplado ao hidráulico do trator chega a colher até 400 sacas do produto por dia. Estende-se uma lona com oitenta metros de comprimento e cinco de larguras entre as fileiras da lavoura, onde são colocados os galhos que são retirados dos pés de café após a poda. A máquina recolhe a lona com os frutos, folhas e detritos do chão. Dentro da máquina, os grãos são separados de todo o restante por uma tela. Logo após o caminhão recolhe os grãos de café que ficam acumulados dentro da máquina.

 

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