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Itamaraju: Documentos revelam placas duplicadas para comprovar consumo exagerado de combustível

Uma nova fase das investigações de um esquema de corrupção na Secretaria de Saúde de Itamaraju que ganhou o nome de ‘Máfia do Combustível’, trouxe novos elementos que complicam ainda mais a vida do prefeito Marcelo Angênica (PSDB) e seu secretário de Saúde, Elan Vagner, conhecido como Elan de Lozinho.

Segundo os documentos obtidos com exclusividade pela redação do Siga a Notícia, o consumo mensal somente de gasolina aproximava-se de seis mil litros por mês na secretaria de Saúde. Uma fonte, que prefere se manter no anonimato, revelou que apenas 12 veículos aparecem na lista como autorizados a abastecer. ‘Verificamos no TCM e só constam esses veículos na lista, os que são abastecidos com o esquema ilegal não aparecem’, informou.

Ainda segundo a denúncia, para tentar justificar o alto consumo, o secretário e o diretor de transportes lançavam na planilha que os carros da frota abasteciam diariamente entre 30 e 40 litros. Outros veículos chegavam abastecer 270 litros de gasolina por semana, o suficiente para rodar quase 15 mil quilômetros por mês. “Carro que só roda na cidade, a exemplo de um Fiat/Pálio de placa JRT 3693 que fica a serviço do diretor de transportes, Fábio Lima, aparece na lista como abastecendo quase diariamente cerca de 30 litros”, relata.

Em outro trecho, nossa fonte trás uma evidência ainda mais grave. Para tentar dar legalidade aos pagamentos, o secretário de Saúde ‘duplicava’ as placas de veículos para que esses pudesse abastecer duas vezes no mesmo dia. ‘Uma ambulância Courrier placa JRN 3193 abastecia em média 70 litros por dia, pois eles “clonavam” a placa duas vezes para enganar o Tribunal de Contas. Na lista também aparece uma moto modelo XTZ que também abastecia 10 litros quase todo dia. ‘Uma moto dessa faz em média 35km por litro. Achamos impossível alguém rodar 350 km todo dia numa moto da prefeitura’, avalia.

Esses novos elementos agravam ainda mais a situação tanto do prefeito Marcelo Angênica, quanto seu Secretário de Saúde, Elan de Lozinho. Além de responderem pelo crime da venda ilegal de combustíveis, os mesmos poderão responder pela fraude em documentação enviada ao TCM, culminando em penalidades administrativas também na esfera Federal.

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