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Aniversário de Itamaraju é marcado por protestos nos bairros

O aniversário de 58 anos de emancipação política da Município de Itamaraju, Extremo Sul do Estado, foi marcado por protestos em vários bairros da cidade, promovidos por moradores que lutam por melhorias em infraestrutura e no serviço de saúde.

Logo pela manhã, moradores instalaram uma faixa no prédio de uma unidade de pronto atendimento – UPA, que foi concluída desde 2015 e abandonada pelo atual prefeito. O imóvel, que se transformou em um grande esqueleto de tijolos, custou mais de R$ 2 milhões aos cofres municipais e abandonada em 2017 pelo atual prefeito, Marcelo Angênica (PSDB), que chegou a discursar dizendo que abriria a unidade, porém não cumpriu a promessa.

Os protestos seguiram pelos bairros do Centro, Marotinho, Novo Prado, Liberdade e Itatiaia, esses dois últimos com obras de creches de quase R$ 4 milhões abandonadas pela administração municipal. Nesses locais os moradores fixaram faixas fazendo alusão à contratação de um prefeito. “Precisa-se de um prefeito, salário R$ 20 mil por mês.”

No bairro Novo Prado moradores da rua Fluminense alegam que precisaram vender os veículos pois não conseguiam entrar nas garagens devido as crateras no local. “Eu precisei vender meu carro pois não entrava na garagem por causa dos buracos. Ali tinha uma moça deficientes física que precisou se mudar pois não conseguia sair de cadeira de rodas.” Desabafou um morador do local.

A administração municipal também foi alvo de protesto por parte de garis que cobram direitos trabalhistas que estão sendo negados à classe. Eles reclamam que não estão tendo direito a adicional por insalubridade e nem hora extra. “Dos 160 garis só uns 10 recebem os benefícios por serem ligados ao prefeito ou apadrinhado de vereadores.” Disse um gari que preferiu não se identificar temendo perseguição.

O prefeito Marcelo Angênica ainda recebeu críticas pelo péssimo serviço público de saúde e por promessas não cumpridas no setor. Moradores denunciaram que o raio-x do hospital estaria com defeito há cerca de 15 dias, e pacientes ficando sem o serviço na unidade hospitalar.

A ausência realização de exame através do equipamento prejudicou o diagnóstico de Flávio Cardoso, que morreu após ter ficado por três dias com um osso na garganta. Familiares denunciaram o que idoso deu entrada na unidade hospitalar e teria sido mandado para casa sem a realização de raio-x para diagnosticar a existência de osso preso na garganta.

No interior do município os moradores enviaram fotos de uma ponte construída pela equipe de Marcelo Angênica e que foi derrubada pela primeira chuva forte no local. Com uma estrutura aparentemente frágil e feita de manilhas, a ponte foi levada pela água deixando os moradores do povoado de Itabrasil ilhados.

Nossa equipe continuará na cobertura dos protestos e trazendo com exclusividade as informações.

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