O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permaneça em prisão domiciliar humanitária, em vez de cumprir a pena de 27 anos e três meses em regime fechado pela condenação relacionada à trama golpista.
Segundo a defesa, Bolsonaro apresenta quadro clínico grave, com múltiplas comorbidades, incluindo hipertensão, apneia do sono, doença aterosclerótica, sequelas do atentado de 2018, histórico de pneumonias e câncer de pele. Ele também precisou ser hospitalizado três vezes desde o início da prisão domiciliar, e pode necessitar de atendimento emergencial a qualquer momento. Relatórios médicos foram anexados ao pedido.
A defesa citou precedentes do STF, como a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-senador Fernando Collor, para reforçar o pedido. A decisão sobre a solicitação ocorrerá antes de qualquer eventual transferência de Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda, em Brasília.



