No município de Arataca, no Sul da Bahia, a produção de chocolate artesanal em um assentamento rural tem se destacado ao impulsionar a geração de renda e ampliar oportunidades para jovens da comunidade. A iniciativa integra agricultura familiar, agroindustrialização e ensino técnico, valorizando o cacau produzido na região.
O projeto é resultado de políticas públicas voltadas à reforma agrária e ao fortalecimento do campo, reunindo famílias assentadas em um modelo de organização coletiva. A proposta sustentável tem garantido não apenas o aproveitamento da produção local, mas também a permanência de trabalhadores no meio rural.
Um dos principais avanços ocorreu com a implantação da Fábrica-Escola, em 2018, que passou a oferecer formação prática para estudantes do curso técnico em agroindústria. A estrutura permite que os jovens acompanhem todas as etapas da produção, contribuindo diretamente para a qualificação profissional.
Nos últimos anos, a iniciativa ampliou sua produção e diversificou os produtos, alcançando novos mercados. Com reposicionamento da marca em 2026, o empreendimento passou a investir em novos derivados do cacau, como trufas, licor e chá feito da película do fruto, reforçando o conceito de sustentabilidade e agregação de valor.



