Uma crise institucional envolvendo o Grande Oriente do Brasil (GOB), o Grande Oriente do Brasil-Baiano (GOB-Baiano) e o Grande Oriente do Brasil-Bahia (GOB-BA) tem provocado divisões na Maçonaria baiana. Segundo documento que analisa o conflito, a disputa alcança questões relacionadas à autonomia, legitimidade, autoridade e segurança jurídica das Lojas.
Os primeiros desentendimentos remontam a 2019, quando 13 Lojas deixaram a estrutura estadual, outras dez sofreram intervenção e 147 integrantes foram inscritos no chamado Livro Negro. A crise ganhou novos contornos em 8 de maio de 2023, após o Poder Central desfederalizar o GOB-BA e criar uma Delegacia Regional para reorganizar as Lojas que desejavam permanecer vinculadas ao GOB.
Nesse contexto, foi criado o GOB-Baiano, posteriormente reconhecido e federalizado pelo Poder Central. Conforme o documento, a nova estrutura passou a reunir 72 Lojas e 2.217 Obreiros. Uma posterior reaproximação entre o GOB e o GOB-BA, no entanto, reacendeu o impasse sobre o futuro da entidade e de seus integrantes.
O afastamento dos dirigentes Oscimar Alves Torres e Omar Dias Torres, além das medidas disciplinares e da judicialização do conflito, ampliou a crise. O documento propõe a retomada do diálogo, a garantia de ampla defesa, a preservação administrativa das Lojas e a criação de uma comissão de mediação para buscar uma solução negociada.
Nota editorial: as informações, interpretações e alegações desta matéria têm como base o documento A Crise Maçônica na Bahia e não foram verificadas de forma independente com as instituições e pessoas citadas.



