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Eleições 2018: Apoio a Rui Costa não é descartado pelo PV em busca por melhor opção

O Partido Verde discute internamente a possibilidade de migrar para a base do governador Rui Costa (PT) em sua tentativa de reeleição no pleito deste ano. A questão ainda não é tratada oficialmente, mas foi citada durante uma reunião da Executiva estadual realizada na manhã desta segunda-feira 26.

A decisão passará por uma avaliação sobre dois aspectos. Primeiro, o PV quer se tornar mais robusto tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa na Bahia. A sigla detém apenas dois mandatos nas duas Casas: o presidente estadual da legenda, Uldurico Júnior, como deputado federal e Marcell Moraes como deputado estadual.

A intenção é ao menos dobrar essa participação a partir de 2019. O segundo quesito considerado pelos dirigentes é o espaço no Executivo. Em 2012, o PV deixou a base do então governador Jaques Wagner e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) para apoiar a candidatura de ACM Neto (DEM) a prefeito de Salvador, em troca da vice-prefeitura – com Célia Sacramento – e de espaço no primeiro escalão. O problema é que, ao buscar sua reeleição, Neto tirou Célia da majoritária, mantendo a legenda apenas com a Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis) – uma pasta sem prestígio, cargos ou orçamento.

A opção do prefeito foi inserir dois aliados, Henrique Carballal e seu primo Paulo Magalhães Júnior, entre os verdes, que com Sabá e Marcelle Moraes somaram quatro cadeiras na Câmara de Vereadores de Salvador. Por isso, a insatisfação vem crescendo dentro do PV, mas a indicação de interlocutores é de que ainda não há um martelo batido. Um dirigente explicou que a Executiva Nacional deu carta branca para que os baianos decidam de que lado estarão em outubro.

A orientação é que, como uma legenda ainda tímida, os verdes devem buscar o cenário que apresente melhores alternativas e que “preservem o partido”. A queixa é de que o democrata “destratou” os aliados da sigla e não atende às solicitações do grupo. Uldurico Júnior não negou que haja descontentamento, mas também não confirmou qualquer discussão sobre o assunto. “Nós não deliberamos sobre isso. Estamos só ouvindo a opinião de cada um. Alguns têm a opinião de ficar na oposição, outros têm a opinião de esperar o posicionamento de ACM Neto, se vai ser candidato ou não, que ainda não se sabe.

 

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