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    Destaque

    Famílias do extremo sul criam estratégias para comercialização de produtos saudáveis

    Por: Amintas de Jesus | MTB/BA 68758 de setembro de 2021
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    Famílias do extremo sul criam estratégias para comercialização de produtos saudáveis
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    As famílias acampadas e assentadas do extremo sul são referência na diversidade de produção da agricultura familiar, com cultivos como banana, aipim, mandioca, cacau, café, urucum, pimenta do reino e hortaliças.

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    Antes da pandemia, as feiras livres eram o principal canal de comercialização das famílias, o que foi reduzido ou interrompido a partir de março de 2020. Mesmo com a reabertura de feiras, alguns agricultores continuam com receio e permanecem em casa para evitar a contaminação, utilizando estratégias de vendas implementadas no último ano.

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    Antônio Ribeiro, de 55 anos, agricultor familiar do Assentamento Paulo Kageyama, no município de Eunápolis, referência no cultivo de hortaliças sem uso de agrotóxico, destaca que a produção do lugar sempre foi para as feiras livres e alguns locais fixos no município, como restaurantes e supermercados.

    “Com a pandemia e receio do contágio, parei um tempo e agora venho iniciando aos poucos com a produção e as entregas no município”, disse ele. As famílias do assentamento Antônio Araújo, no município de Prado, já forneceram 1.500 kg de urucum e já têm encomenda para outubro.

    Hemilly Marques, do setor de comercialização do MST no extremo sul, avalia que o maior desafio é o fortalecimento da produção agroecológica. “Levar para a mesa das pessoas um produto saudável é uma tarefa que as famílias sem terra vêm fazendo em grande estilo”, destaca lembrando que “já estamos atendendo o PNAE (Plano Nacional Alimentação Escolar) em alguns municípios da região como Alcobaça, onde já foram entregues 2 toneladas de aipim”.

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