A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) expressou preocupação com o anúncio recente de elevação das tarifas sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, imposto pelo presidente Donald Trump, com início previsto para 1º de agosto. Seguindo a posição da Confederação Nacional da Indústria, a FIEB destacou a urgência de intensificar as negociações e o diálogo para enfrentar essa situação.
A medida pode impactar segmentos industriais críticos como celulose, petroquímica e pneus, além de afetar a exportação de produtos como manteiga e líquor de cacau. Os Estados Unidos são o terceiro destino das exportações baianas, representando 8,3% do total, com um volume de US$ 440 milhões no primeiro semestre de 2025. A celulose tradicional, um dos principais produtos afetados, responde por 16,2% das vendas para os EUA, totalizando US$ 71,4 milhões, cerca de 12% das exportações do setor. Outros produtos significativos, como manteiga e líquor de cacau, representam 10,7% das vendas, enquanto os pneus, que têm 34% de suas exportações destinadas aos EUA, totalizaram US$ 40 milhões no primeiro semestre.
A FIEB enfatizou que, se as tarifas forem mantidas, a competitividade dos setores afetados será severamente comprometida. A entidade ainda defendeu a importância do diálogo para preservar as relações comerciais entre a Bahia e os Estados Unidos.



