A Fundação Perseu Abramo promoveu, na noite de segunda-feira 21, uma aula pública em homenagem aos dez anos da morte da socióloga e ex-ministra Luiza Bairros. O encontro foi realizado no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, em parceria com as secretarias de Mulheres e de Combate ao Racismo do PT da Bahia, dentro da programação do Julho das Pretas.
Durante o evento, a diretora do Centro de Documentação e Memória Política Sérgio Buarque de Holanda, Elen Coutinho, destacou a importância de preservar o legado da ex-ministra. Segundo ela, a trajetória de Luiza Bairros permanece como referência na construção de políticas públicas de igualdade racial e na defesa de um Brasil mais democrático e sem racismo.
A socióloga e ativista Vilma Reis afirmou que Luiza Bairros foi uma das principais responsáveis pelos avanços conquistados pela população negra nas últimas décadas, citando a implantação das cotas raciais nas universidades e no serviço público, além da formação de gestores por meio do projeto Raça e Democracia nas Américas. Já o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, ressaltou que homenagear Luiza significa renovar o compromisso com a justiça social e a igualdade racial.
A programação contou ainda com a participação da socióloga Vanda Sá Barreto, autora do livro Luiza Bairros: pensamento e compromisso político; da escritora e historiadora Martha Rosa Queiroz, que apresentou a exposição Luiza Bairros, Lente e Voz; além de familiares da homenageada e do presidente do PT da Bahia, Tássio Brito. Luiza Bairros foi ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial entre 2011 e 2014, liderou iniciativas como o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial e morreu em 2016, aos 63 anos.



