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Itamaraju: Valmir e Suíca defendem desapropriação e infraestrutura de área ocupada

O terreno de propriedade da prefeitura do município de Itamaraju, no extremo sul da Bahia, ocupado por 500 famílias há mais de três anos possui demandas específicas para a desapropriação e estruturação do local para se transformar em bairro. Esses pedidos foram cobrados pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) e pelo vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) durante reunião, na última segunda-feira 7, com a nova titular da pasta de Desenvolvimento Econômico do governo de Rui Costa, Luiza Maia.

Ambos os políticos petistas fizeram um levantamento do período de ocupação e defenderam a ampliação de ações de infraestrutura e desapropriação da área para organizar as famílias em bairro planejado. “É um território que faz parte da propriedade do município, e que foi ocupado por mais de 500 famílias, que resistem até hoje, já fizeram casas, várias construções, alicerces, barracos. São 500 terrenos que precisam de infraestrutura local como calçamento, energia e água”, salienta Valmir.

O local foi denominado de bairro ‘Vista da Pedra’, mas antes era um território que o município de Itamaraju adquiriu para instalar um polo industrial. “Como nada disso aconteceu, o pessoal ficou atento e ocupou”, completa Valmir ao site Politica Livre. De acordo com informações do dirigente estadual do MST, Leandro de Oliveira Dominicini, agora a atual gestão em Itamaraju entrou com reintegração de posse, mas não conseguiu o pedido na justiça.

“Já tentou dar o despejo duas vezes, mas não consegue, porque a gente mobiliza as famílias. Através do deputado Valmir, a gente consegue dialogar com a justiça e com o governo do Estado, para poder ver o que regulariza e o que a gente faz para desapropriar a área para a gente fazer um bairro legal, para receber água, energia, escola e transporte”, informa Leandro. Para Suíca, a questão é de fundamental importância, devido à situação que as famílias passam atualmente.

“Mandaram até cortar a água, a energia e isso é necessidade básica. É uma represália contra os acampados, na tentativa de tirar as famílias do local. Mas não tem como tirar, já tem casa pronta. As famílias vão resistir com toda a força, e o movimento é para ficar”, finaliza o vereador soteropolitano.

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