O avanço do peixe-leão pelo litoral nordestino tem preocupado especialistas e órgãos ambientais por causa dos impactos à vida marinha e dos riscos para banhistas e mergulhadores. A espécie invasora já foi registrada em diversas regiões do país e ameaça áreas ambientais e turísticas importantes, como Trancoso, Abrolhos e Fernando de Noronha.
Nativo da região do Indo-Pacífico, o peixe-leão é considerado um predador eficiente e possui poucos inimigos naturais no Atlântico. O animal se alimenta de peixes pequenos e invertebrados, competindo diretamente com espécies nativas e provocando desequilíbrio ambiental nos ecossistemas marinhos.
Além do impacto ambiental, o peixe invasor também representa perigo para humanos. Os espinhos venenosos podem causar dores intensas, inchaço, febre e até desmaios. A orientação de especialistas é para que o animal não seja tocado, mesmo quando aparentar estar morto.
Estudos apontam que o peixe-leão já invadiu áreas marinhas protegidas em diferentes pontos do litoral brasileiro. Em Fernando de Noronha, mais de 1,2 mil exemplares já foram removidos por equipes ambientais em ações de controle da espécie.



