O produtor rural Pedro Orita, que atua há mais de 30 anos em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul baiano, segue ampliando investimentos para fortalecer a produção de melancia na região. A propriedade, referência nacional em produtividade e tecnologia, inaugurou um novo packing e um viveiro próprio de mudas.
Atualmente, Orita cultiva 600 hectares entre melancia e café, com média de 60 toneladas por hectare e picos que chegam a 80 t/ha, dependendo das condições climáticas. Apesar do clima favorável ao cultivo, o excesso de chuvas aumenta o risco de doenças, exigindo aplicações preventivas.
Cerca de 60% da produção é da variedade Pingo Doce. A colheita ocorre entre outubro e abril, começando com frutos de até 18 kg e chegando ao quinto corte com cerca de 10 kg.
Para melhorar o escoamento da produção para mercados como Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e região Sul, Orita inaugurou um packing com capacidade futura de 180 a 200 toneladas por dia, garantindo mais agilidade e preservação da qualidade das frutas.
O novo viveiro também fortalece a operação. Antes, as mudas vinham de Brasília e passavam até 36 horas em transporte. Agora, todo o processo — da germinação ao transplante — acontece na própria fazenda, com capacidade para 100 mil plantas por ciclo.
Com a estrutura verticalizada — viveiro, campo e beneficiamento — a fazenda em Teixeira de Freitas foi escolhida para sediar a segunda edição do Techshow Melancia, da BASF/Nunhems, conectando produtores, especialistas e apresentando inovações do cultivo.
Orita destaca que seguir investindo em tecnologia e participar de eventos pelo país é essencial para manter a produtividade e a qualidade da melancia produzida no Extremo Sul baiano.






