O capitão da Polícia Militar da Bahia, Mauro Grunfeld, voltou a ser detido nesta quinta-feira 11, em Salvador, durante a megaoperação Zimmer. Ele é investigado por participação em um esquema que envolvia tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, estruturas que, segundo a polícia, abasteciam facções criminosas no estado.
A prisão acontece após uma série de investigações que já havia colocado o oficial no centro de outras operações. Em 2024, Grunfeld foi alvo da Operação Fogo Amigo, que apontou sua atuação na negociação e venda de armas e munições para grupos criminosos da Bahia, Pernambuco e Alagoas. Ele chegou a ser preso duas vezes naquele ano, mas foi liberado por decisões judiciais — até que um recurso do Ministério Público restabeleceu o pedido de prisão preventiva.
Documentos e análises financeiras reunidos durante as apurações indicam que a organização da qual o capitão faria parte movimentou quase R$ 10 milhões entre 2021 e 2023. Além das acusações ligadas ao armamento, Grunfeld também responde a um inquérito por um homicídio ocorrido em 2013, em Santa Cruz Cabrália.
A Polícia Militar informou que a Corregedoria cumpriu o mandado de prisão e que o caso segue sob investigação. A corporação reforçou que mantém compromisso com a disciplina e a legalidade.
A operação Zimmer cumpre mandados na Bahia e em outros cinco estados e já levou à prisão de 39 pessoas. A ação, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), determinou ainda o bloqueio judicial de R$ 100 milhões e o sequestro de bens ligados ao grupo investigado.



