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Produtores do Extremo Sul investem no cultivo da pupunheira

Os produtores do Extremo Sul da Bahia estão investindo no cultivo da pupunheira. A planta é pouco conhecida, mas um dos produtos que ela oferece é muito apreciado: o palmito. Os produtores querem aumentar a produção e atender assim ao mercado nacional e internacional.

A Fazenda Ecopalm, que fica localizada em Petrolândia, zona rural de Belmonte, tem 10 hectares da pupunheira, cerca de 50 mil pés. A plantação na fazenda começou há quatro anos. A planta, originária do Peru, se adaptou bem ao clima da região quente e úmido, ao solo argilo-arenoso e à boa quantidade de chuva por ano, caraterísticas parecidas com as do país vizinho. “A pupunha gosta muito de sol e água, quando bem distribuída, que é o caso da região”, afirma Jonival Borges, produtor rural.

Segundo Jonival, a planta só dá trabalho na hora da produção das mudas. O custo de plantação é alto e o processo em que a semente vira muda demora, em média, oito meses, mas ele ressalta que o cultivo é simples. É preciso apenas roçar a área nos primeiros meses e adubar a terra. A única ameaça à plantação é o besouro chamado de broca, uma praga que é facilmente combatida com uma armadilha. “Você pega um vasilhame plástico, bota palmito dentro e isso atrai este besouro, que quando entra no balde não consegue sair. Então é uma forma de combate bem eficiente e bem rudimentar”, revela o produtor rural.

A pupunheira demora, em média, um ano e meio para começar a produzir. Em compensação, uma única planta pode dar hastes por até 40 anos, isso por causa dos perfilhos, uma espécie de novas palmeirinhas que nascem ao redor da haste principal. A colheita é feita geralmente três meses após a adubação. O produtor precisa ficar atento também ao ponto de corte e não é o tamanho da palmeira que determina isso. É preciso que a haste amadureça.

A produtividade média da propriedade é de 8 mil hastes por hectare. O produto é vendido para indústrias de Ituberá e Uruçuca, onde é beneficiado. “O palmito tem um mercado muito grande, um mercado nacional e internacional. O mercado internacional, por sinal, ainda não muito explorado, porque não existe uma produção suficiente para atender a demanda. Acreditamos que tem um futuro promissor, porque quando atingirmos esse mercado vai agregar um valor maior ao produto e isso será bom para todo mundo”, afirma Jonival Borges.

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