Meio Ambiente

Ação do GAP impede poda de árvore considerada indevida em praça de Ilhéus

A atuação de voluntários do Grupo de Amigos da Praia (GAP) impediu mais uma poda de árvores considerada indevida na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus. Na manhã desta quarta-feira 22, funcionários da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos tentaram executar uma supressão de galhos considerada crime pelos ativistas ambientais, pois essa atividade está suspensa desde 2020, quando foi impetrada uma ação civil pública de improbidade administrativa contra a prefeitura da cidade, após mobilização do coletivo Preserva Ilhéus que coletou 20 mil assinaturas para a petição.

Conforme a advogada do Preserva Ilhéus e voluntária do GAP, Jurema Cintra, a ação da prefeitura contém várias ilegalidades. “Os servidores não tinham ordem de serviço, não usavam equipamentos de proteção e não seguiam as normas técnicas previstas para poda em áreas urbanas. O que a prefeitura está fazendo não é poda, é mutilação”, explica a ambientalista. Ela chama atenção para o fato de que as árvores da avenida, assim como em outros locais, servem de morada para milhares de aves, embelezam e humanizam a paisagem e proporcionam sombra e ar puro.

O serviço foi suspenso após a intervenção da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa), que verificou a falta da ordem de serviço ou autorização ambiental pelos prepostos do Município. Os agentes da Cippa orientaram os servidores sobre a necessidade de obediência aos protocolos previstos em lei para esse tipo de serviço. Estiveram presentes também os secretários municipais de Meio Ambiente, Diego Batista Messias, e de Serviços Urbanos, João Aquino dos Santos.

Imediatamente após o ato, o movimento Preserva Ilhéus solicitou o revigoramento da liminar concedida pela 1ª Vara de Fazenda Pública de Ilhéus, em 2020, que proíbe o corte de árvores na Avenida Soares Lopes e na zona urbana da cidade. O GAP também protocolou uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que investigue as condições dos servidores municipais do setor de iluminação pública. “Trabalham sem equipamentos de segurança, colocando suas vidas em risco”, justifica Jurema Cintra.

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