O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira 15, a execução imediata da pena de 14 anos de prisão contra a cabeleireira baiana Débora Rodrigues dos Santos, de 39 anos. Ela ficou conhecida por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente à sede da Corte, durante os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
A decisão ocorre após a Primeira Turma do STF negar, em agosto, o último recurso apresentado pela defesa. Débora foi condenada pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
Apesar da ordem de execução, Moraes manteve a medida de prisão domiciliar, concedida em março em razão de a ré ser mãe de filhos menores. Segundo o despacho, a pena deve ser cumprida em regime fechado, mas com restrição ao domicílio.
O caso de Débora ganhou repercussão nacional e se tornou um dos símbolos da depredação registrada em Brasília. O STF reforça, com a decisão, a linha dura contra os envolvidos nos ataques à democracia e ao patrimônio público.



