A população de baleias-jubarte no Brasil passou de cerca de 1,5 mil indivíduos, no início da década de 1990, para mais de 35 mil, segundo levantamento do Instituto Baleia Jubarte. A recuperação da espécie foi destacada em reportagem publicada nesta segunda-feira 2, pela Agência Brasil.
O arquipélago de Abrolhos, localizado no litoral de Caravelas, no extremo sul da Bahia, teve papel fundamental nesse processo. A região é considerada o principal berçário das jubartes no país e concentra cerca de 90% dos animais que chegam ao Brasil para reprodução.
O trabalho de preservação ganhou força após a proibição da caça comercial de baleias, em 1987. No ano seguinte, pesquisadores identificaram uma pequena população sobrevivente em Abrolhos e iniciaram o Projeto Baleia Jubarte, transformado em instituto em 1996.
Segundo Enrico Marcovaldi, um dos fundadores do projeto, a recuperação representa uma conquista histórica. Em 2014, a baleia-jubarte deixou a lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção.
A estimativa de mais de 35 mil animais foi registrada em 2022. Um novo levantamento realizado em 2026 ainda está em análise. Os pesquisadores explicam que a quantidade de baleias observadas pode variar de uma temporada para outra.
Apesar dos avanços, a espécie ainda enfrenta ameaças como poluição dos oceanos, mudanças climáticas, redução da disponibilidade de alimentos e impactos provocados pelas atividades humanas.
O Instituto Baleia Jubarte mantém ações de monitoramento, pesquisa científica e educação ambiental. A instituição conta com apoio da Petrobras, que destinou aproximadamente R$ 30 milhões ao atual ciclo de quatro anos do projeto.
As baleias-jubarte migram anualmente da Antártica para o litoral brasileiro, onde permanecem principalmente entre junho e novembro para acasalar e dar à luz seus filhotes.



