Os dois homens envolvidos no confronto que resultou na morte do indígena João Celestino Lima Filho, de 50 anos, na Fazenda Jarapa Grande, em Prado, no Extremo Sul, apresentaram sua versão dos fatos à polícia. Segundo os suspeitos, eles estavam dormindo na sede da fazenda quando foram surpreendidos por um grupo de cerca de 20 indígenas armados com pedaços de madeira e facões que teriam arrombado a porta da residência.
De acordo com a versão dos fazendeiros, os disparos efetuados foram em legítima defesa. Eles afirmaram que a pistola utilizada no incidente teria falhado após alguns disparos, levando a uma luta corporal entre um dos suspeitos e João Celestino, durante a qual a arma teria sido tomada pelo indígena. Um dos homens também alegou ter ficado ferido no confronto e realizou exames de lesões corporais.
A pistola, que estava devidamente legalizada, foi apreendida pela polícia, junto com três munições deflagradas e um pedaço de madeira. O caso, que inicialmente foi registrado como tentativa de homicídio, esbulho possessório com uso de violência e lesão corporal, está sendo investigado pela Delegacia Territorial de Prado.
Os fazendeiros não foram presos até o momento, e a polícia continua a apurar as circunstâncias do confronto que culminou na morte de João Celestino.



